É com grande orgulho que destacamos o Totem de Homenagem aos Marítimos de Alhos Vedros, uma obra que honra a herança marítima local, lembrando os homens e mulheres que, ao longo dos séculos, dedicaram as suas vidas ao mar. Esta reprodução meticulosa perpétua o legado de coragem e resiliência dos nossos antepassados, mantendo viva a memória das suas contribuições.

Ao lado deste marco simbólico, encontra-se uma verdadeira obra-prima: o painel de azulejos pintado à mão em Setúbal, um trabalho extraordinário de arte manual que complementa perfeitamente o espírito desta homenagem. Este painel foi inteiramente criado pela artista, preservando técnicas tradicionais de pintura em azulejo, num processo que exige paciência, precisão e uma grande dedicação ao detalhe.
Cada traço e cada cor contam histórias das nossas águas e da nossa comunidade, elevando a nossa história comum a uma expressão artística que perdurará no tempo.

Esta obra conjunta – o Totem e o painel de azulejos – é um testemunho vivo da ligação profunda que Alhos Vedros ao Rio Tejo. Convidamos todos a visitar este espaço de homenagem, que perpetua a memória e a arte de quem fez do Rio o seu mundo.

Fotos dos vários momentos inesquecíveis que se traduziram no trabalho final, instalado no Cais do Descarregador em Alhos Vedros.
Proposta de homenagem do Senhor Faustino Tarouca Almeida e do CACAV de Alhos Vedros, executado pela Junta de Freguesia de Alhos Vedros em agosto 2024.

A Junta de Freguesia de Alhos Vedros prestou uma honrosa homenagem aos trabalhadores marítimos que passaram por este velho porto de Alhos Vedros Ribatejo que remonta ao início da nossa nacionalidade e que manteve grande actividade durante a Idade Média, por ele se transitou pescado, gado, cereais, produtos hortícolas, frutas e legumes, vinho, farinha, sal, carvão, lenha, madeira manufacturada e para construção naval, assim como o transporte de passageiros entre as margens do rio do Tejo, tendo a partir do reinado de D. Afonso V a sua actividade vindo a diminuir devido ao assoreamento do braço do Rio e aos movimentos demográficos.

Mesmo assim, chegou à década de 60 do século XX, altura da construção da Ponte sobre o Tejo, como um dos portos da margem sul do Tejo por onde mais transitou sal e produtos derivados da indústria corticeira.

É desta época final de laboração que ainda hoje as gentes mais velhas de Alhos Vedros se recordam dos últimos marítimos que aqui trabalharam no Cais, entre muitos e muitos que ficaram anónimos, aqui fica registado neste painel de azulejos, para memória futura, os nomes conhecidos dos últimos marítimos que por este Cais deram o melhor do seu esforçado labor, possibilitando desenvolvimento social e económico em Alhos Vedros.

Alemão e filhos, Alfredo Estaca, António Azul, António de Sousa, Augusto Fatia, Constantino de Sousa, Etelvino Baptista, Francisco Norte, Francisco Pessoa, Francisco Saca, Ivo Mirra, João Mantas, Jorge de Sousa, José Feijão, José Tavares, Manuel Tavares, Mário da Graça, Mário Tavares, Pedro Rodrigues da Costa, Sebastião Tavares, Severino Tavares e Teodósio Fatia e tantos outros que ficaram anónimos...

Os agradecimentos da JFAV ao senhor Faustino Tarouca Almeida, ao CACAV e à Câmara Municipal da Moita.

Veja o resto das imagens na galeria da Homenagem aos Marítimos da Vila de Alhos Vedros  

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